Flávio Torres é fotógrafo documental e fotojornalista focado em direitos humanos, questões ambientais e memória social. Sua produção é definida pela imersão profunda e pelo respeito ao tempo das comunidades e instituições que documenta.
Com uma trajetória consolidada nos principais veículos de comunicação do país — com passagens e colaborações para a Editora Abril, Grupo Globo, portal iG e Diário Popular —, sua contribuição para a crônica visual brasileira foi reconhecida ainda em 1995, quando participou da 1ª Bienal de Fotojornalismo Brasileiro.
Acreditando na fotografia como ferramenta de resgate histórico, dedicou-se em 2019 a documentar o cotidiano dos moradores do antigo asilo-colônia de Pirapitingui, projeto que resultou na exposição "A Cerejeira não é Rosa". Dando continuidade a essa investigação humanitária, desenvolve atualmente um ensaio documental longitudinal sobre a vida de mulheres com deficiência mental residentes no Hospital Dr. Francisco Ribeiro Arantes (Itu/SP).
No campo ambiental e antropológico, dedica-se ao registro de longo prazo do Projeto de Conservação do Mico-Leão-Caiçara e à documentação da Cultura Caiçara no distrito de Ariri, em Cananéia/SP.
Paralelamente à produção autoral, atua ativamente no fomento e na gestão cultural: editou a revista Terraço por nove anos e idealizou o Interfoto - Festival de Fotografia de Itu, fortalecendo o diálogo e a difusão da fotografia no Brasil.